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sábado, 16 de abril de 2016

Lembranças de relatos (Parte III )

O silêncio impera por minutos que parecem horas, estou de pé nua vendada, sou doida, não, sou uma mulher que agora sabe o que quer e que acaba de se entregar aos prazeres que busca já há muito tempo, começo a relaxar não me movo e nova ordem.
_ Suas mãos por detrás da cabeça, pernas abertas!
Volto a tremer e balbucio sim.
_ Sim o quê?
Respondo tremendo – Sim meu Dono. Ouço ele se levantar, seus passos mais perto, ao meu lado, me observa, então sinto sua mão empurrar minha cabeça para baixo, e logo em seguida puxa meus dedos que prendem o nó da venda, desamarra e tira, estou de frente para uma poltrona, olho de relance procurando ver ao máximo ao meu redor, sua mão segura as minhas firmemente mantendo minha cabeça baixa.
Vejo de canto de olho, sobre a cama, vários acessórios, e, sim, um chicote. Discutimos sobre isso várias vezes e está aceito em nossa negociação, mas é o que mais me mete medo.
Sou forçada a ajoelhar e de cabeça baixa só vejo meus seios e barriga então ele levanta meu queixo com um dedo, olha nos meus olhos e diz:
_ Gosto do que vi, lhe observei atentamente e quero você para mim, minha menina, minha cadela, quero para meu uso.
_ Vou lhe perguntar pela última vez, quer usar minha coleira? Respeitar e honrar?
Nem penso respondo com prazer sim meu Dono, vejo o sorriso nos olhos dele que se vira e pega uma caixa sobre a mesinha a trás e coloca no chão na minha frente.
_ Abra!
Abri a caixa e dentro uma coleira, a parte interna azul e toda ela cromada, brilhante, pego leio, meu nome nela e a s iniciais do Dono, olhos marejados olho para ele, nada falo, ele a toma de minhas mãos e prende em meu pescoço.
_ Agora tens uma coleira use-a com respeito.
E com prazer digo sim meu Dono ele prende uma guia na coleira e me puxa, fico de quatro, ele me puxa até uma mesa, puxa a guia me faz ficar de pé, depois me força a debruçar na mesa, meus seios tocam o tampo frio, arrepio, sinto seus pés forçando os meus para me obrigar a abrir as pernas, ele começa a prender meus tornozelos aos pés da mesa, imagino ele por trás de mim, abaixado, totalmente aberta exposta, sorrio sou dele e ele tem direito sobre tudo, sinto me molhar e escorrer pelas coxas. Em seguida ele prende meus pulsos e os puxa para frente, esticada sobre a mesa minha bunda se empina mais ainda. Então meus pensamentos afloram, o que ele fará comigo, me tocará? Onde? Mas logo o vejo na minha frente e vejo o chicote em sua mão, estremeço.
_ Hoje vais aprender a não mais se atrasar, quantos minutos se atrasou? Responda!
Estou muda, não lembro, não sei. Então digo que não sei, ele me olha e diz.
_ Treze minutos e quarenta e oito segundos e esse tempo será transformado em chicotadas. Quero que conte uma a uma e peça desculpa.
Ele sai da minha frente, tremo como vara verde, meu maior temor será minha primeira experiência e sinto.....
Sssssssssssssssssslllllllllllllllllaaaaaaaaaaaaapppppppppp ... minha bunda treme, arde, gemo, silêncio.
_ Não lhe mandei contar e se desculpar?
Acordo do transe e digo engasgada 1 desculpa.
_ É assim que deve responder? Vamos recomeçar.
Ssssssssllllllllaaaaaaaappppppppppppppppppppppppp, 1 me desculpe meu Dono.
_ Muito bem, agora sim.



E sssllllaaaappppp, ssssllllaaapppp, sssllllaaap, mais três me atingem e agradeço, as lágrimas correm, mas me sinto estranha em meu corpo um corrente dispara dos pés à cabeça, estou mais molhada, aguardo pela próxima sem saber o que sentirei, mais duas acertam agora parte de minhas coxas, conto e agradeço, sinto as mãos de meu Dono me acariciar, no exato local das chicotadas, segundos passam e novamente ssssllllllaaaappppppppp 7 me desculpe meu Dono. Adrenalina solta no meu corpo me deixa em êxtase, tento roçar minha xota contra a mesa, preciso comprimir, um desejo imenso. Ssssslllllaaaappppp, ssssslllllaaaappppp, novas caricias e ssssslllllaaaaappppppp 10 me desculpe meu Dono. Outras três em seguida e ssssllllllaaapppppppppp 14 me desculpe meu Dono. Suas mãos percorrem minha bunda, coxas alisa e sinto seu dedo me invadir profundamente, meu gozo é imediato gemo alto, um prazer imenso me invade, ele me solta me conduz para a cama, aninhada em seu colo tremo, arrepio, meus olhos pesam, não consigo manter abertos e durmo, durmo no colo do meu Dono.

Lembranças de relatos (Parte II)


Já se passaram quatro dias desde que encontrei pela primeira vez a quem hoje chamo de Dono, sou uma mulher madura que já passou por um casamento, tenho meus filhos, sou independente financeiramente, e me paro pensando nesses dias, qual o significado dessas duas palavrinhas: Tenho Dono.
Mas acho que em breve saberei, como disse já se passaram alguns dias que senti o que senti ao estar diante de um Dominador, naquele mesmo dia ele me ligou conversamos sobre o encontro e ele me disse para pensar, entender se é isso que desejo, conversamos ainda mais sobre todas as práticas, ele já sabe de tudo que me atrai no tema, mas volta e meia ele me pergunta, parece que me testa.
Ontem, ele me disse que estava chegando o momento de um segundo encontro, e ele me perguntou se ainda preciso de um local público, respondi que se para ele não houvesse necessidade que para mim estaria tudo bem, acho que saiu assim sem pensar muito, então ele me disse que seria amanhã.
Não consigo dormir, sensações estranhas tomam conta do meu corpo, sensações que vão de pavor a tesão, ansiedade vontade que as horas voem, vontade que o tempo não passe, contradições o tempo todo, como vai ser esse encontro? O que vai acontecer? Não sou ingênua, não comecei a ler sobre BDSM agora, já assisti vários filminhos, que encontramos na NET, vejo fotos, sei que acontece quando um Dominador e uma submissa estão juntos e sozinhos. Tenho desejado isso e tenho medo. Essa sensação de querer e não querer me queima por dentro.
Já pensei em dizer não, mas esse pensamento logo vai embora quando recordo do beijo no estacionamento, de sua mão em minha coxa, de como fiquei, lembro da marca de sua mão em minha coxa, me molho só de pensar, então dizer não vou já está longe de meus pensamentos.
Consigo dormir de madrugada, em minha cabeça suas palavras.
- Lhe pego às 10:00 em ponto no local combinado, esteja usando um vestido de cor única, não use calcinha, não use perfume ou cremes, esteja depilada.
Acordo, começo a separar o vestido escolhido, um azul, sutiã branco, vou para meu banho, estou nervosa, de toalha vou preparar meu café, estou com fome essa manhã. Ainda tenho 40 minutos para encontrá-lo, começo a me vestir, me olho no espelho, o vestido está amarrotado, ele notará? Resolvo passar, começo, o telefone toca, minha filha, dou uma desculpa e volto, droga, deixei o ferro queimar o vestido. Começo a pensar em outro, tenho um branco e um vermelho. Pego o vermelho. Tenho 20 minutos, é perto, desço, pego um táxi.
Trânsito .... os minutos passam, estou atrasada, de longe já o vejo encostado no paralama do carro, veste uma calça jeans escura e camisa social azul, mangas dobradas.
Pago o táxi, me encaminho para ele, quando chego ao seu lado e digo oi ele olha para o relógio e diz:
_ Atrasada.
Olha para o relógio e diz:
_ 13 minutos e 48 segundo atrasada.
Tento dizer o que houve e ele:
_ Entre no carro, não lhe disse para se justificar, está atrasada.
Perplexa, não sei o que fazer me paro pensando, achei que receberia um beijo e ouviria dele, que bom você aqui. Então meus pensamentos são quebrados por sua voz num tom mais imperativo.
_ Entre no carro, agora!
Estremeço, dou a volta e entro, sento, deixo o vestido como ficou ao sentar, ele entra liga o carro e nada fala, eu tento falar algo, ele olha para mim e faz sinal de silêncio. Me calo estou nervosa, reações estranhas, me sinto totalmente sem controle, tenho medo, mas essa sensação de não ter controle me é agradável, me invade, eu quero não ter nenhum controle.
Chegamos num motel, ele fala sobre uma reserva, recebe as chaves, para numa garagem. Olha para mim e diz:
_ Espere no carro.
Saí, baixa a porta da garagem, abre o porta-malas, passa e o vejo com uma pequena maleta. Passa e vai para o quarto, o tempo passa, minha angustia aumenta meus medos e desejos num embate.
Ele volta, abre a porta do carro, me dá a mão, saio, ele a cm do meu corpo, sinto seu calor, sua respiração, então:
_ Vire-se.
Me viro fico de costas para ele, sou vendada, sua mão desce pelo meu pescoço, arrepio, sua mão desce pelas costas, meus quadris, me segura firme, sei que ele não sente nada sob o vestido além do meu corpo, ele começa a me conduzir, passos cautelosos, nada vejo, ele me passa na frente, sei que passei pela porta, ouço fechar a chave girar.
Estou de pé, ouço seus passos, o barulho de uma cadeira, o silêncio, sensações brotam do meu corpo, sinto o calor subir por entre os seios o rosto afogueado.
Então sua voz, ouço ainda suas palavras.
_ Tire o vestido.
Sem nada dizer começo a tirar o vestido, estou com um homem, um Dominador, a quem não vejo, começo a tirar meu vestido, logo estarei apenas de sutiã, o que ele vai achar, não sou mais uma menina, tiro o vestido, instintivamente desço minhas mãos para meu ventre então nova ordem.
_ Tire o sutiã.
Obedeço, não tenho controle de nada e isso me assusta e excita, estou nua, na frente dele e não o vejo, como queria ver a reação dele, seu rosto como reagiu ao me ver nua? Meus seios não são mais como a quase trinta anos atrás, muito menos todo o meu corpo.



O silêncio impera por minutos que parecem horas....

Lembranças de relatos (Parte I )

No dia do primeiro encontro real, com o Dominador com quem conversava em uma rede social, que se tornou meu Dono, as sensações foram intensas. Depois de muito conversarmos em um bate-papo e de algumas trocas de ligações telefônicas, chega o dia de nos conhecermos pessoalmente. Ele me disse para escolher o local onde nos encontraríamos, e como ele já havia anteriormente dito que poderia ser um local público e movimentado, escolhi uma livraria num shopping. Ele havia me dito que gostaria que no nosso encontro eu fosse de vestido e sem usar calcinha.
Encontro marcado para as 10h00min da manhã, acordo cedo, roupa escolhida de véspera, inclusive uma calcinha rendada branca e sutiã meia-taça, depilei- me com bastante atenção aos detalhes, também na véspera, sei que é apenas um encontro em um local público sem outros desdobramentos, mas quero estar como acho que ele esperaria que eu estivesse.
Banho tomado,  visto o sutiã, parte das aréolas ficam de fora do sutiã, pela primeira vez me dou conta disso, admiro o que vejo e me arrepio.
Olho para a calcinha arrumada sobre a cadeira, nesse momento meu coração dispara, mãos suando, sinto meu corpo tremer, tomo a decisão, deixo onde está e pego o vestido, visto, me olho no espelho. Havia dito que estaria usando um vestido estampado, algo me chama a atenção, gosto mais da minha silhueta assim, não vejo a calcinha marcar e logo um medo me faz pensar, vão reparar?
Saio, pego o elevador, coração aos pulos, ninguém entra, chego à garagem. Quero ir?
Entro no carro, sento, o vestido sobe, arrumo, saio dirigindo. Pensamentos rolando... Como será? Como é um Dominador? Sou mesmo uma submissa? Acho que sou. Nas nossas conversas sempre me senti.Essas emoções me invadem enquanto dirijo, chego com quase uma hora de antecedência, passo em frente à livraria observo tudo, procuro, mas claro ele não está. Ando vendo vitrines, olho o relógio a todo instante. Quero que o tempo passe, que voe, não, não quero.São vinte para as dez, entro na livraria, duas pessoas vendo livros, uma atendente no balcão e um jovem arrumando uma prateleira, penso o que uma mulher nos seus quarenta e tantos anos está fazendo numa livraria de vestido, sem calcinha e esperando um Dominador, que irá conhecer, medo bate, vontade de ir embora, pego um livro para desanuviar os pensamentos, estou atrás de uma estante, esqueço da hora.
Assusto-me com uma sombra ao meu lado.
- bom dia, W.Estremeço, solto um “ai” e deixo o livro cair.
- Assustada? - Um homem grisalho, olhos claros, me encarando, gelo, fico muda, nem me mover consigo, para mim horas passam, ele pega o livro coloca na estante.
- Vamos nos sentar para tomar um café.
Olho para uma mesa e me encaminho, ele pede dois cafés, ainda tremendo pela primeira vez olho nos seus olhos, um meio sorriso dele.
- Nervosa?
- Sim. – Balbucio. Ele sorri.
Claro que percebe o quanto estou nervosa, suando, tremendo e me sentindo de uma forma que há muito não me sentia, estou com as coxas contraídas, me sinto úmida.Conversamos, tomamos o café, uma conversa trivial, então ele toca no assunto.
- Viemos nos conhecer, nos despedimos aqui? Voltamos a conversar?
Olho aquele homem na minha frente seguro de si, não sei o que responder, sinto meu rosto avermelhar arder de calor, senti o calor subir de minhas pernas para meu rosto, sei que estou molhada, muito molhada e lembro- me que estou sem calcinha, molhei o vestido?
- Então, lhe fiz uma pergunta vou ficar sem resposta?
- Não. - Sussurro e olhando para ele digo - não Senhor, espero não nos despedir apenas, gostaria de conversar mais, se o senhor desejar.
- Está de carro? - Respondo que sim, ele pede a conta, olha para mim e diz:
- Levanta, não olhe para trás caminhe até seu carro.
Num impulso me levanto e viro para sair, mas sinto meu cotovelo ser preso por uma mão firme, estremeço.
- Sua bolsa.
Esqueci a bolsa na cadeira.
Saio da livraria, desço as escadas, ando tentando controlar o nervosismo e a ansiedade, o que ele quer? O que vai acontecer? Vai ficar me olhando andar? Quer saber como sou? Quer saber se estou sem calcinha? Continuo caminhando, sei que ele está atrás, vou para onde deixei o carro, sei que ele está mais perto, agora ao meu lado.
Paro ao lado do carro, ele me olha e diz.
- Preste atenção: Abra a porta do carro, e apenas entre no lugar do motorista, apenas isso entendeu?
Apenas balanço a cabeça e vou para o lado do motorista, abro a porta e começo a entrar, ele já está dentro sentado, sento, meu vestido sobe, quase metade das coxas à mostra, instintivamente minha mão vai para puxá-lo, ele segura minha mão olhando fundo nos meus olhos diz.
- Disse para que apenas abrisse a porta do carro e entrasse não foi isso?
- Foi! – Isso foi única palavra que saiu de minha boca.
Estou tremendo, aquela mão firmes segurando meu pulso, me faz perder o pouco controle que já tinha, olho para minhas coxas quase totalmente nuas, me arrumo melhor no banco, não toco no vestido. Apenas espero o silêncio impera, não sei o porquê, mas não tenho palavras, só sinto que devo esperar, então sinto sua mão por trás de minha nuca, segura firme, vira minha cabeça para ele, meus olhos instintivamente abaixam, olho para sua mão que descansa sobre sua perna, mão forte, sinto a outra me segurando. Então ouço sua voz.
- Temos conversado, já tivemos esse encontro virtualmente, já lhe perguntei se desejavas se entregar como minha submissa, já conversamos por telefone e já lhe fiz a mesma pergunta. Vou lhe perguntar agora novamente, ainda desejas ser minha submissa?
Tremo feito uma colegial que é pedida em namoro, milhões de sensações percorrem meu corpo, minha cabeça gira, sinto sua mão em minha nuca prendendo meus cabelos, silêncio em minha boca.
- Olhe para mim! - Seu tom de voz é imperativo, diferente de tudo que já ouvi e vivi, simplesmente levanto os olhos.
- Lhe fiz uma pergunta e estou esperando sua resposta.
- Sim. - Respondo.
- Sim o que?
- Sim Senhor, quero ser, meu corpo e mente desejam ser.
Nem termino de falar e minha cabeça é puxada para ele, que me beija, forte intenso, num primeiro momento só abro a boca para em seguida me entregar ao beijo que me faz desabar, lágrimas brotam de meus olhos. No instante que sinto sua mão quente pousar em minha coxa, instintivamente contraio, e num impulso tento fechar minhas pernas e, sssllllllaaaappppp, uma palmada atinge minha parte interna da coxa, seu beijo para e  ele olha para mim e diz:
- Nunca mais faça isso, nunca mais impeça minha mão de lhe tocar, ou ir onde eu desejar que ela vá. Não se esqueça disso nunca mais.
Solta meu cabelo abre a porta do carro.
- Vá para casa!
Atônita, sentada no carro, num estacionamento de um shopping, tremendo, suando, sentindo minha coxa arder, me pego sozinha, ligo o carro, olho em minha coxa a marca vermelha de seus dedos e sem pensar falo alto:
- Eu quero, quero ser sua, meu Dono.
Ligo o carro e tomo o caminho de casa. Em minha cabeça apenas as sensações dos poucos, mas intensos, momentos passados. O que está acontecendo comigo? Há quanto tempo não me sinto assim tão excitada, molhada, sinto o vestido molhado, penso que deveria ter vestido a calcinha, não, não deveria estou como ele quer e gosta, me disse numa das conversas que não gosta da submissa de calcinha, sorrio ao pegar o elevador.
Entro em casa vou direto ao banheiro preciso de um banho, tiro o vestido o sutiã, os bicos duros sensíveis, toco de leve, me olho no espelho, uma marca vermelha em minha coxa, ainda tenho os dedos dele em mim. Abro o chuveiro e instintivamente minha mão desce pelo meu corpo, minha barriga, meus dedos buscam meu sexo, estou encharcada, me toco alucinadamente, meus dedos me penetram com volúpia e desejo, no momento não é minha mão que sinto, mas a dele e os orgasmos chegam, caio de joelhos, mais um, deito no chão e me entrego ao prazer da água que caí sobre meu corpo, sorrio de felicidade, meu único pensamento... Tenho um Dono!